O que é liderança exponencial? O guia completo para sua atuação

Num mundo de rápidas transformações, os dirigentes das empresas têm sido desafiados a desenvolver novas habilidades. Não é fácil defini-las, mas é isso o que propõe a liderança exponencial, baseada em quatro papéis centrais que precisam ser desenvolvidos pelos profissionais. São eles:

  • futurista;
  • inovador;
  • tecnólogo;
  • humanitário.

Esses perfis, definidos pela Singularity University, sintetizam bem as características dos gestores que estarão aptos a lidar com o ambiente corporativo a partir de agora.

Esse processo de adaptação à nova realidade não envolve apenas competências técnicas. Um líder exponencial precisa ir além, uma vez que obrigatoriamente tem que dominar e saber combinar diferentes aptidões.

Independentemente da área de atuação, não se engane: o desenvolvimento desses perfis exige que os profissionais tenham uma visão mais integrada sobre a melhor forma de adquirir e lapidar os conhecimentos ligados à carreira.

A proposta deste artigo é ajudar você a compreender o que envolve esse tipo de liderança e entender o que está por trás de cada um dos perfis do líder exponencial. E vamos mostrar também como é possível investir na busca dessas novas habilidades, capacitando-se para ter um papel de destaque à frente do seu negócio próprio ou da empresa na qual tem poder de direção.

O que é liderança exponencial

Liderança exponencial é aquela baseada no pensamento disruptivo. Para entender o conceito, lembre-se de que estamos hoje num ambiente extremamente volátil.

Mais do que isso, não podemos negar todas as implicações do processo de transformação digital vivido atualmente, que impõe, em várias áreas, drásticas rupturas com o passado e com os modelos de gestão adotados até então.

Essa é uma das vantagens da liderança exponencial: ela capacita os líderes para ter um olhar atento para o futuro e para a relevância da tecnologia, sem perder de vista, contudo, o vínculo com as questões emocionais.

Nesse contexto, podemos sim associar esse modelo de gestão com as premissas da liderança humanizada. Porém, no caso do líder exponencial, é importante que ele também consiga integrar diferentes conhecimentos, além de orientar suas iniciativas para a inovação.

Vamos entender melhor como isso funciona na prática no próximo tópico, no qual abordamos a forma de atuação das organizações exponenciais. Acompanhe!

O que diferencia as organizações exponenciais

O crescimento acelerado e a ruptura com os modelos adotados em seus respectivos segmentos são características importantes das organizações exponenciais.

O uso do termo tem relação com o significado adotado na matemática. As funções exponenciais caracterizam-se por dobrarem de valor ao longo do tempo.

É o que temos assistido na chamada era exponencial. A evolução é acelerada em todas as áreas. Um bom exemplo é o que tem acontecido em relação à capacidade de absorção das novas tecnologias.

Nem bem aparece uma novidade, e ela logo se multiplica alcançando níveis estratosféricos, o que acaba impactando diversas áreas da sociedade.

Como era de se esperar, no ambiente empresarial o desafio é colocar-se na dianteira desse processo de mudança. Assim, cada vez mais, ser uma organização orientada para o futuro não se trata apenas de uma oportunidade de crescimento, mas de sobrevivência.

O holandês Yuri Van Geest, autor do livro “Organizações Exponenciais”, prevê que, em dez anos, quem não for uma organização exponencial estará desatualizado.

A tecnologia tem um papel importante nessa história, porém, o que configura esse tipo de empresa é a sua capacidade de romper com o pensamento linear.

Hoje temos bons exemplos disso. Para ficar nas operações que se destacaram nos últimos anos, podemos citar Uber, Airbnb, Netflix, Google e Waze.

Em todos os casos, a tecnologia foi empregada para promover a geração de valor para os negócios e houve também, de alguma forma, melhorias para a sociedade.

O que o líder exponencial faz

Para estar à frente desse tipo de empresa, os gestores precisam assumir posturas bem diferentes das adotadas no passado. Compreensível, uma vez que precisam inspirar a equipe, promover o engajamento dela em torno dos propósitos da empresa.

Entre as iniciativas que costumam gerar bons resultados na gestão de pessoas nesse novo ambiente, destacam-se:

  • buscar a criatividade para resolver problemas. A proposta é deixar de olhar apenas para o histórico da empresa, procurando romper com os modelos usados para se lidar com aquele tipo de situação.
  • entender que o aprendizado é um processo contínuo. Se vivemos num ambiente volátil, a atualização constante é condição básica para quem está na liderança das organizações exponenciais.
  • possuir mentalidade de crescimento. Garantir escalas maiores para os negócios é um dos objetivos das empresas do futuro. A grande aliada, no caso, é a tecnologia e, principalmente, soluções que garantam automatização dos processos.
  • envolver-se constantemente nas demandas das diferentes áreas. Esqueça a ideia de que cabe ao gestor comandar os seus liderados. Nas organizações exponenciais, ele se responsabiliza pelo desenvolvimento da equipe. Para isso, tem que estar presente, participar ativamente das atividades.

O que muda na gestão de pessoas na era exponencial

Para que as empresas consigam quebrar paradigmas, posicionar-se para a inovação, é importante que todas as suas áreas e níveis de comando sejam impactados. Mas é inegável o papel dos CEOs, responsáveis por orientar o processo de mudança e, em última instância, inspirar os colaboradores.

A capacitação técnica tem grande importância, porém, é essencial o desenvolvimento de habilidades mais apropriadas ao atual ambiente.

Por exemplo, o fato de termos uma situação mais instável demanda dos líderes exponenciais a capacidade de saber lidar com cenários imprevisíveis.

Para contornar as eventuais dificuldades, a recomendação é que os executivos tomem decisões com base em dados, informações. Uma diferença relevante, em relação aos modelos tradicionais, é a necessidade de deixar de lado planejamentos obsoletos.

Outro aspecto determinante é a habilidade para liderar pessoas autônomas e dispostas a encarar o desafio da experimentação. Esse é um dos caminhos para ter empresas focadas na inovação.

A gestão de pessoas nessa era exponencial também exige mais atenção com os propósitos. Não apenas daqueles que determinam a cultura da operação, mas os que norteiam as ações dos colaboradores.

A explicação é simples: a equipe terá mais facilidade para pensar “fora da caixa” se houver um alinhamento dos objetivos empresariais e pessoais.

Tenha em mente que as mudanças são radicais, mas ainda estamos falando sobre a necessidade de as empresas responderem aos anseios da sociedade, gerar valor. O principal desafio, então, é se antecipar, detectar desejos que ainda nem foram expressos pelos consumidores.

Quem é o líder exponencial

Como vimos, não é fácil delimitar quais habilidades são necessárias para preparar os profissionais para o novo ambiente profissional, no qual a gestão da mudança é condição básica para todas as áreas.

Estamos vivendo um momento de profundas transformações no mundo corporativo e todas elas têm ocorrido numa velocidade impressionante, o que complica ainda mais o trabalho dos estrategistas.

Daí a importância da proposta da Singularity University, que cobre várias frentes importantes da gestão empresarial e, por isso, tem ajudado na formulação de programas educativos voltados à formação de liderança.

Confira, abaixo, os perfis que devem ser desenvolvidos pelos chamados pensadores exponenciais:

1. Futurista

Se as mudanças ocorrem a todo o momento, como os líderes devem se posicionar frente ao futuro? Quando pensamos num líder exponencial, a proposta é que ele seja capaz de se antecipar às mudanças.

Parece simples, porém, não é como os líderes operam atualmente, até porque muitas vezes eles ficam presos às projeções feitas com base em movimentos lineares. Ou seja, os eventos futuros são vistos como uma extensão do passado.

Na visão futurista, o princípio é outro. O profissional deve ser capaz de questionar a forma como o trabalho é realizado, analisando as novas possibilidades e estudando como elas podem ser exploradas.

Na sustentação desse tipo de atuação, o futurista tem a seu favor o uso das ferramentas que ajudam a prever os cenários, porém, o seu foco é a questão da disrupção.

Em outras palavras, esse líder do futuro precisa dar espaço para as práticas imaginativas, levando em conta que, apesar das resistências, as mudanças são irreversíveis.

2. Inovador

Não é difícil explicar a importância da inovação para a liderança exponencial. Afinal, se analisarmos as grandes histórias de sucesso empresarial dos últimos anos, vamos encontrar empresas que se arriscaram e investiram em ideias que desafiavam a lógica corporativa.

A busca pela experimentação, contudo, tem um componente importante: ela parte da análise do comportamento do público. É a partir dos seus insights que os líderes exponenciais devem ir atrás de soluções para os problemas dos clientes, e não necessariamente de novos produtos e serviços.

Liderar pessoas sob essa perspectiva impõe novos desafios para os gestores, uma vez que precisam motivar os colaboradores a buscar a inovação. Como nessa história o exemplo vale mais do que o discurso, é imprescindível que o gestor consiga apresentar soluções diferenciadas.

Outro aspecto importante, e que exige a quebra de paradigmas, é a necessidade de valorizar a liberdade dos profissionais. Quanto mais flexível o modelo de gestão, melhor. Estruturas muito hierarquizadas têm mais dificuldades para assegurar mais autonomia para o exercício das atividades. Contudo, esse é um atributo essencial para a inovação.

3. Tecnólogo

A transformação digital é uma realidade. Portanto, independentemente do setor, é primordial que as lideranças sejam capazes de pensar sobre como o seu negócio pode ser (ou melhor, como e quando será) impactado pelo avanço tecnológico.

Para isso, é fundamental que os profissionais acompanhem as tendências nessa área, conhecendo não apenas os desdobramentos técnicos, mas refletindo também sobre suas implicações éticas, sociais e econômicas.

Quando analisamos exemplos de empresas exponenciais, esta é uma questão preponderante: todas elas conseguiram ter um pensamento disruptivo, entenderam que a mudança do modelo de negócio deveria ser vista como vantagem competitiva.

Essa visão mais abrangente do processo de adoção das novas tecnologias tem relação com o perfil humanitário, assunto do nosso próximo tópico.

4. Humanitário

Por que o líder exponencial precisa ter um perfil humanitário? Simples: não se concebe mais modelos de negócios que ignorem a responsabilidade corporativa nos campos social e ambiental.

A defesa da ideia pode soar um tanto demagógica. Porém, trata-se de uma premissa bastante consistente para o desenvolvimento das empresas, até porque está alinhada com a questão dos propósitos.

O público tornou-se mais exigente nessa seara e, vale lembrar, tem hoje condições de se manifestar, o que pode impactar o negócio também do ponto de vista econômico.

Pensar no bem comum e no trabalho compartilhado pode fazer muita diferença nos resultados obtidos pelas lideranças exponenciais. Pense nisso: o objetivo é que elas usem a sua visão futurista, inovadora e tecnológica para melhorar a vida das pessoas.

Avaliando o impacto disso na gestão de pessoas, o principal é compreender que essa nova visão deve permear também a relação mantida com os colaboradores. Resulta daí a relevância conquistada pela liderança humanizada. Afinal, desenvolvimento pessoa não pode ser visto como secundário no ambiente corporativo.

Como se tornar um líder exponencial

Podemos ser taxativos nesse aspecto: as habilidades requeridas dos líderes exponenciais precisam ser desenvolvidas a partir de programas de capacitação elaborados especificamente para esse fim.

  • elevar a consciência da tecnologia e das tendências exponenciais;
  • criar um senso de necessidade e urgência para as mudanças nas organizações;
  • demonstrar o benefício e o resultado das competências de liderança exponencial;
  • construir uma consciência e inspirar os participantes para transformarem a si e a suas organizações.

Não há como liderar as organizações nesse ambiente se os profissionais não forem capazes de quebrar os paradigmas e defender uma visão de futuro e entender a si mesmo, estabelecendo um clima organizacional que promova a criatividade, o aprendizado, a adaptabilidade e a velocidade das ações.

Portanto, no final, o que se almeja é a expansão da consciência. Essa é a premissa que norteia a formação de profissionais aptos a atuar com a liderança exponencial!

Se você acredita no valor da inovação e na importância de uma gestão conectada aos desafios do século XXI, entre em contato conosco para saber mais sobre os programas desenvolvidos para a formação de executivos aptos a liderar organizações exponenciais.

Marisa Morais

Treinadora Comportamental e Estratégias para Mudanças, Master Rebirthing, Master Coach de Inteligência Emocional, Humanístic Coach e Master Practitioner em PNL.

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